Um maiô pela auto-estima

17 de fevereiro de 2012

bayEu cismei de comprar um maiô. E, assim saí de casa, destinada a entrar numa loja, encontrar o maiô dos sonhos e correr na praia feito Pamela Anderson (pelo menos na minha imaginação…). Mas como sempre, espectativas e realidade é tipo raspadinha barata: às vezes até dá alguma coisa, mas bem menos do que você imaginava.

Debaixo de um sol quente, entrei na loja esbaforida e certa de ter perdido alguns quilos, inclusive. Tive certeza disso até perguntar para a atendente: "Você tem um maiô, assim, mais moderno?". Disse assim pois havia uma senhora perto… porque na verdade com vendedoras, em sua maioria você precisa ser o mais objetivo possível. E minha descrição seria "Olha, eu não quero parecer uma senhora de 70 anos! Entendeu?".
Ela fez um contorno rapidamente em minha imagem, e soltou: "Para gestante???"
Ok.
Ok.
Ok.

COMO assim para gestante? Soltei um "não!" fraco, mas na verdade porque havia perdido o fôlego tamanha indignação.  Enquanto ela procurava o maiô, olhei para minha circuferência abdominal e constatei que talvez ela não estivesse tão errada… mas… grávida? Ai.

Ela trouxe o maiô. Não, não era bonito. Antes de sair, comentei: "Acho que mudei de idéia. Vou comprar um biquíni mesmo. Já tenho um em vista numa outra loja. Obrigada, tchau."
Pela primeira vez na vida, me incomodei por me sentir incomodada com meu corpo. Desencanei. E só para constar… sim, eu comprei o biquíni. Lindíssimo. Só não corri na praia, sabe como é, né…

Love in The Afternoon

9 de fevereiro de 2012

             421344_271110032960038_2074675821_n

Obrigada, Marlon.

Blogueiro amigo indica!

28 de janeiro de 2012

Quem trabalha com loja online sabe bem a dedicação que se deve ter com divulgação. Não é tarefa fácil. Ainda mais quando seu trabalho é artesanal. E digo por experiência própria.
O que mais vejo na internet é a divulgação de lojas gringas, ou de grande porte, muitas vezes até bem longe da realidade de quem lê (e até de quem escreve). Fugindo ou pouco da regra "cada um escreve o que quer, e lê quem quer", não significa que não se pode fazer diferente, não é mesmo?
E foi assim que tive uma idéia.
Pensei em fazer semanalmente aqui no blog uma seção para gente talentosa. Você, blogueiro, que tem seu trabalho internet afora, conhece bem os dilemas e as dificuldades: estamos juntos nessa. É apoio mesmo. Aqui, no meu humilde blog. 
Obviamente, quero indicar coisas legais para vocês. Senão não seria bacana, não é mesmo? Então, se você tem um trabalho legal, ou conhece alguém que tenha (de preferência artesanal) dá um toque, me manda um e-mail, um sinal de fumaça. E quem ainda não tem, mas está pensando em fazer uma, siga as dicas:

Para montar sua loja: Tanlup, Elo7.

Para divulgar: Facebook, Twitter.

Para se inspirar: Etsy, Pinterest.

E claro, não podia deixar de convidá-los à visitar minha loja lá na Tanlup! (acharam mesmo que eu ia perder o merchan, é? hehe)

                   Screenshot_8

Tabem beus barizes

26 de janeiro de 2012

"Coisas boas de ser mãe: rir das gracinhas, alguém pra conversar que concorda com tudo, assistir tv a tarde toda, tomar banho de mangueira no quintal, comer guloseimas , dormir com alguém abraçadinho, ouvir ‘mamãe” carinhosamente, ser admirada, ser única.
coisas ruins de ser mãe: limpar cocô.

ps: eu já disse todo dia?
ps²: eu já disse que fede²³³³?
ps³: eu já disse que não tem hora?

tá, eu supero."

Texto de 14/02/2008. Não é engraçado como as coisas não mudam? Dejavú.

                                                            97452461

Liquidação Imperdível

23 de janeiro de 2012

Eu acho que bem lá no fundo de uma análise pra lá da bem feita, existe um ser muito contraditório dentro de mim que me faz ser vaidosa porém não consumista. Porque não é possível alguém que acorda agarrando o primeiro blush que vê, seja a mesma que entra nas lojas caçando etiquetas vermelhas (ou laranjas, depende do gosto e de toda sabe-se lá manipulação comercial que há por trás disso).

Essa mesma pessoa que não vai até nem até o horti fruti empoeirado com frutas que dizem ser da estação (creio que passada, só pode) sem pintar os cílios delicadamente com rímel, não se apega à coisas, e várias vezes por ano faz um mutirão-do-eu-sozinho em casa selecionando tudo que não presta, não serve ou envergonha. Põe tudo em sacos e caixas gigantes e doa sem dó.

Essa mesma pessoa, que não dorme se a calcinha (opa, calcinha é tão íntimo, me arrependerei?) não ornar com o restante, troca tudo sem a menor cerimônia, também comemora com alguns gritinhos bem disfarçados os produtos no mercado que tem frases do tipo "leve 2 pague 1", "PROMOÇÃO" e iogurtes a azedar nas próximas duas semanas pela metade do preço.

Essa mesma pessoa encontrou uma loja onde qualquer roupa custa 19,90. E se sentiu no paraíso.

 

                                         dv1096048

Bicho-mãe

19 de janeiro de 2012

132074955Um dia qualquer, uma noite qualquer. Num momento qualquer, e por ser qualquer, inesperado, me vi diante da situação mais desesperadora da minha vida.
Eu já vi gente idosa e há tempos atrás dizendo "com esses olhos que a terra há de comer", e foi bem assim que eu vi.
Eu descobri que mãe é bicho-mãe, bem com meus olhos que a terra há de comer.

Esses meu olhos aqui viram meu pequeno ficar roxinho, roxinho, duro feito pedra e sem qualquer vestígio de respiração.
E vou ser bem mentirosa se disser para vocês por quantos minutos, porque eu não sei. Estava ocupada sendo bicho-mãe. De algum lugar eu segurei uma sonda, de algum lugar eu tirei um soro e de alguma maneira o levantei, gritei pelo marido e enfiei uma sonda goela (seria mais correto dizer traqueo) abaixo. Selvagem.

Eu não lembro em que tom minha voz saiu, nem como esses minutos (ou segundos, ou horas) tiveram um desfecho de final feliz e Joaquim voltando à cor, respirando, soltando seja lá o que for que o prendia. Eu estava de bicho-mãe, ofegante, com a cabeça latejando e tremendo. Feliz, mas também com medo. Agarrada na cria, perdida nessa selva que não perdoa chamada maternidade.

Dizem que a vida passa diante dos olhos quando a morte assopra de leve. Então é mais fácil a sensação de morrer a salvar a vida de um filho.

Toda mãe que é mãe, é meio bicho. Tem que ser.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...