Blogueiro amigo indica!

28 de janeiro de 2012

Quem trabalha com loja online sabe bem a dedicação que se deve ter com divulgação. Não é tarefa fácil. Ainda mais quando seu trabalho é artesanal. E digo por experiência própria.
O que mais vejo na internet é a divulgação de lojas gringas, ou de grande porte, muitas vezes até bem longe da realidade de quem lê (e até de quem escreve). Fugindo ou pouco da regra "cada um escreve o que quer, e lê quem quer", não significa que não se pode fazer diferente, não é mesmo?
E foi assim que tive uma idéia.
Pensei em fazer semanalmente aqui no blog uma seção para gente talentosa. Você, blogueiro, que tem seu trabalho internet afora, conhece bem os dilemas e as dificuldades: estamos juntos nessa. É apoio mesmo. Aqui, no meu humilde blog. 
Obviamente, quero indicar coisas legais para vocês. Senão não seria bacana, não é mesmo? Então, se você tem um trabalho legal, ou conhece alguém que tenha (de preferência artesanal) dá um toque, me manda um e-mail, um sinal de fumaça. E quem ainda não tem, mas está pensando em fazer uma, siga as dicas:

Para montar sua loja: Tanlup, Elo7.

Para divulgar: Facebook, Twitter.

Para se inspirar: Etsy, Pinterest.

E claro, não podia deixar de convidá-los à visitar minha loja lá na Tanlup! (acharam mesmo que eu ia perder o merchan, é? hehe)

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Tabem beus barizes

26 de janeiro de 2012

"Coisas boas de ser mãe: rir das gracinhas, alguém pra conversar que concorda com tudo, assistir tv a tarde toda, tomar banho de mangueira no quintal, comer guloseimas , dormir com alguém abraçadinho, ouvir ‘mamãe” carinhosamente, ser admirada, ser única.
coisas ruins de ser mãe: limpar cocô.

ps: eu já disse todo dia?
ps²: eu já disse que fede²³³³?
ps³: eu já disse que não tem hora?

tá, eu supero."

Texto de 14/02/2008. Não é engraçado como as coisas não mudam? Dejavú.

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Liquidação Imperdível

23 de janeiro de 2012

Eu acho que bem lá no fundo de uma análise pra lá da bem feita, existe um ser muito contraditório dentro de mim que me faz ser vaidosa porém não consumista. Porque não é possível alguém que acorda agarrando o primeiro blush que vê, seja a mesma que entra nas lojas caçando etiquetas vermelhas (ou laranjas, depende do gosto e de toda sabe-se lá manipulação comercial que há por trás disso).

Essa mesma pessoa que não vai até nem até o horti fruti empoeirado com frutas que dizem ser da estação (creio que passada, só pode) sem pintar os cílios delicadamente com rímel, não se apega à coisas, e várias vezes por ano faz um mutirão-do-eu-sozinho em casa selecionando tudo que não presta, não serve ou envergonha. Põe tudo em sacos e caixas gigantes e doa sem dó.

Essa mesma pessoa, que não dorme se a calcinha (opa, calcinha é tão íntimo, me arrependerei?) não ornar com o restante, troca tudo sem a menor cerimônia, também comemora com alguns gritinhos bem disfarçados os produtos no mercado que tem frases do tipo "leve 2 pague 1", "PROMOÇÃO" e iogurtes a azedar nas próximas duas semanas pela metade do preço.

Essa mesma pessoa encontrou uma loja onde qualquer roupa custa 19,90. E se sentiu no paraíso.

 

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Bicho-mãe

19 de janeiro de 2012

132074955Um dia qualquer, uma noite qualquer. Num momento qualquer, e por ser qualquer, inesperado, me vi diante da situação mais desesperadora da minha vida.
Eu já vi gente idosa e há tempos atrás dizendo "com esses olhos que a terra há de comer", e foi bem assim que eu vi.
Eu descobri que mãe é bicho-mãe, bem com meus olhos que a terra há de comer.

Esses meu olhos aqui viram meu pequeno ficar roxinho, roxinho, duro feito pedra e sem qualquer vestígio de respiração.
E vou ser bem mentirosa se disser para vocês por quantos minutos, porque eu não sei. Estava ocupada sendo bicho-mãe. De algum lugar eu segurei uma sonda, de algum lugar eu tirei um soro e de alguma maneira o levantei, gritei pelo marido e enfiei uma sonda goela (seria mais correto dizer traqueo) abaixo. Selvagem.

Eu não lembro em que tom minha voz saiu, nem como esses minutos (ou segundos, ou horas) tiveram um desfecho de final feliz e Joaquim voltando à cor, respirando, soltando seja lá o que for que o prendia. Eu estava de bicho-mãe, ofegante, com a cabeça latejando e tremendo. Feliz, mas também com medo. Agarrada na cria, perdida nessa selva que não perdoa chamada maternidade.

Dizem que a vida passa diante dos olhos quando a morte assopra de leve. Então é mais fácil a sensação de morrer a salvar a vida de um filho.

Toda mãe que é mãe, é meio bicho. Tem que ser.

Parada Obrigatória

17 de janeiro de 2012

Eu não sei como dizer isso sem parecer estranho, mas estou dando um tempo.

Não que vá fazer assim tanta falta, mas vocês não me verão por um tempo.
Acordei esses dias cansada. E percebi que não tinha nada na minha cabeça além das minhas obrigações. Sem elas, eu podia me jogar em qualquer canto e apagar. E que tudo que eu fazia era automático, e tudo que eu tentava preencher, era mais automático ainda. Nada marcante, nada novo, nada inesquecível.

Não estou doente, não estou triste, não estou desmotivada. Muito pelo contrário. Eu só quero  buscar outras coisas. Tipo de uma época em que com tão pouca informação (e às vezes nenhuma), de alguma maneira, as coisas pareciam mais despretensiosas, porém únicas.

Enjoei disso. Quero aquilo outro.

Um beijo (de  "até logo, ali na esquina…"),

Re.

As coisas que andam dizendo por aí

10 de janeiro de 2012

 

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Andam falando por aí que mãe de verdade só dá leite no peito. Eu fui mãe de verdade no primeiro filho, e sou um lixo materno hoje em dia por não ter amamentado. Embora tenha uma justificativa médica (e física) para isso, que se dane. A questão é: não amamentei!

Andam falando por aí que é muito feio criticar blogs alheios, pois na "real life", ninguém nunca pensou/falou nada de ninguém. E sem saber já riu quando não devia rir, ou magoou quando poderia ter dado um abraço. É feio criticar blogs alheios, mas fazer um comentário em segredo com outra pessoa, de outra pessoa… dá no mesmo.

Andam falando por aí que quem assiste Big Brother é desprovido intelectualmente, que deveria ler um livro. Eu já assisti, não assisto mais. E porque não quero, precisa de algo mais? Espero até hoje minha auto estima ser grande o suficiente para me sentir mais inteligente. Mas muita gente que não assiste deve mesmo ler muitos livros, ou presenteado alguém com um. Ou doado para quem precisasse.

Andam falando por aí que mãe que é mãe sente as dores do parto, não se submetem à uma cesariana. Certeza que o olhar materno seria diferente, que não olharia para as três dimensões ao atravessar a rua com o filho?

Andam falando por aí que você deveria deletar seu Facebook e viver. Fiquei suspeita, será que todas aquelas atualizações são feitas por robôs e não gente de verdade? Que todas as fotos que vejo são pura armação pelo mestre Photoshop? Que a minha amiga que vem me visitar na verdade, que rimos e saímos, na verdade… oh, não!

Andam dizendo por aí que não interessa suas escolhas musicais. Que você deve gostar do que é popular, do que representa, caso contrário, você é um preconceituoso mala que não ajuda o Brasil a crescer. Tipo as pessoas que sequer escolhem seus candidatos na hora de votar, sabe? Só que pior. PIOR.

É muita coisa que dizem por aí, tipo agora eu dizendo aqui. Quem poderá nos julgar?

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