Porque amamentar, é mais do que por necessidade, é mais do que prazer, é mais do que por amor. É pura determinação e dedicação.
Quando tive meu primeiro filho, eu simplesmente coloquei na minha cabeça que tinha que amamenta-lo. No seu primeiro dia de vida, quando o levei pela primeira vez ao meu seio, não imaginava que seria tão difícil! Eu só sentia dor, juntamente com algo novo, e também com o choro dele pois não conseguia mamar. Em casa, eu acordava várias vezes à noite, e chorava junto com ele. Eu ouvi de tudo: que ele iria ficar desidratado só com leite do peito, que meus seios iam murchar e cair pela cintura, que eu não teria mais noites de sono e ia acabar tendo um colapso. E eu escolhi seguir adiante. Amamentei o Pedro exclusivamente até os seis meses de idade, e depois segui amamentando-o mesmo após alimentação com papinhas. Pedro mamou até os 3 anos e meio de idade. Em todo os lugares, de todas as formas, no banho, no parquinho, no restaurante, na praia. Quando ele queria e o quanto ele queria.
Quis praticar o mesmo com o Joaquim. Quando soube aos 5 meses de gestação que ele teria lábio leporino e fenda palatina, o que dificulta todo processo de amamentação, não me dei por vencida. Pesquisei, entrei em contato com pessoas que passaram o mesmo. E novamente, ouvi de tudo: que eu poderia dar outro leite para ele, que seria impossível que eu o amamentasse, e ainda, que seria impossível amamentá-lo com meu leite. E eu escolhi de novo seguir com minha decisão. No primeiro dia, não tive leite. Sofri nas mãos das enfermeiras, e sentia tanta dor que meu abdomem se contraía de forma que eu mal conseguia levantar e andar depois. Com muito sacrífício, tirava à conta o necessário para sua mamada. Dois dias depois, a produção aumentou de forma significativa, me fazendo sair das mãos das enfermeiras (literalmente) e tirar leite o suficiente (e até mais).
Vez ou outra, tento amamentá-lo no meu peito, sem a mamadeira, e mesmo diante de tanta dificuldade, fico feliz por ele não negar. E mais ainda por ainda por conseguir amamentá-lo, mesmo que de forma indireta. É um vínculo entre mãe e filho que faz bem! Mesmo que não dure muito, mesmo que cada vez pareça ser a última vez que conseguirei tirar algo para dá-lo, eu consegui… e a melhor recompensa que tenho é vê-lo tão tranquilo após cada mamada, mesmo que com tanta dificuldade, mesmo em meio às madrugadas sonolentas… é com o mais puro carinho, e com toda determinação que uma mãe PRECISA e pode ter.

É na mamadeira, mas com leite da mamãe.